sábado, 18 de julho de 2015

Púrpura existencial

Estaria eu, repetindo os mesmos erros dos quais condeno, tão crucialmente, tão bravamente? Será eu, a próxima vítima dos atentados que um dia, já me atentaram? E agora, tão breve; estarei vivendo e alucinando dando voltas em círculos. Nada nas relações humanas ou nos contatos carnais e verbais - de fato - se cria. Tudo, inevitavelmente, se repete. De bruços na cama não sinto a euforia pingente de viver. Não sinto. A sobrevivência, será puro comodismo, ou há de haver algo a mais em anos seguintes? Se há de haver, não o sinto. A intuição falece então, ao pairar isto em meus neurônios.

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