"You did not love me,
You just love the fact that i was here for you.
You loved the attention i gave you,
You love the fact that i would drop anything for you.
You did not love me, but god,
I loved you."
sexta-feira, 31 de julho de 2015
sábado, 25 de julho de 2015
?
Evitar, apagar, não absorver e não conviver com tudo aquilo que lhe faz mal. É o necessário para a tranquilidade pena. Mas o que fazer, se o que lhe faz mal, é você mesmo?
quarta-feira, 22 de julho de 2015
Senha
Você nunca conhecerá uma mulher por inteiro. Por maior que sejam as possibilidades de achar que a conhece, sempre se engana. Não falo de um modo que ela seja outra pessoa, diferente desta que aparenta ser. Não. Mas elas possuem, sangrando, nas palmas de tuas mãos exauridas, experiências, receios, segredos, das quais todas elas são fadadas ao sentir degredado capotando dentro de teus corpos. E falar de teus temores e saberes, serem ouvidas por si mesmas em voz alta, é como se um muro que as protegiam, de repente caísse. É um disco que arranha no ar do inesperado. Assumir-se humilhada. Assumir-se prisioneira, assumir-se digna de pena, de que lhe falta ouvidos para serem ouvidas. E algumas assumem-se, e são teus desgostos, como carne que se encontra seca mas ainda sangra. Quando se penetra em um mundo feminino tudo que se faz é vomitar angústias. Se não vomitas angústias, vomitas dor. Dor por ela. Dor pra ela. Coração de mulher é dor em sigilo. Olhos penetrantes que gritam silêncio melindroso. São confidentes de si mesmas. Você nunca conhecerá uma mulher por inteiro.
Pensamento da carapaça.
Embelezo, enfeito, adorno a tristeza porque a beleza toda de fora um dia acaba e consequentemente machuca. O que eu vivi, e há de viver ainda, sai desfocado da ideia que se tinha. Só a imaginação é bela e só ela que me salva. Só há uma única família e uma única certeza: tudo o que está vivo na minha memória agora. Na presença atemporal do espaço presente. Só há um lugar: aqui, onde progride o campo de possibilidades. Tento sair do campo das ideias para que se abra as fronteiras da consciência e caiba a experiência de sentir na pele. Eu penso mais do que pratico, eu sei. Eu repito. Eu sei que a gente pega um ponto de vista e faz desta imagem um oceano inteiro. Ignorando o resto. Como as pessoas ousam falar em deus, uma força intocável, onde este se move apenas com a fé, se todos nós estamos nadando somente em superfície de avaliações, achando que tudo vem de fora, observando só um pingo de sangue, enquanto se invisibiliza o esforço em enxergar a corrente sanguínea por inteiro. Visto a carapuça do meu casulo de seda e decolo em destino para dentro de mim. Onde arde e queima. Onde existe a culpa em seus níveis extremos. Existe o desejo incontrolável de querer ser de alguém, de querer ser sua. Mas, me ajusto, na segurança da carapaça. Sou minha. Deste jeito torto, deste jeito triste. Mas sou minha.
Comum
Coleciono quases, e respiro com alívio, mesmo com o temor assombrando-me entre sombras de final de tarde. O mundo ás vezes me permite um talvez. Um talvez que quase enfarta, um talvez que dilata, e um talvez em espaço aberto. Em um corredor não se permite correr, por isso que as escolhas se tornam - ao longo das vias de dores e odores - tortas e vagas, como a ampulheta se encontra, pois acha que o tempo é controlável.
terça-feira, 21 de julho de 2015
Umidade.
O peito doeu depois daquele segundo cigarro. Lembrou-se de como estava molhado há algumas semanas atrás e como os cigarros eram só um fumo por osmose. Alguém infiltrou-se em mim e o torceu com o maior esforço possível, e deixou-o úmido com um porte de desgaste. Mas este coração não vai secar até alguém encostar e surgir uma vontade de cutuca-lo. Conhecer o que se é ainda mistério. Ele não vai secar até as mágoas e os rancores forem se misturando e serem esquecidos na ventania que passa na construção do prédio ao lado que não me deixa dormir. Este meu coração não seca em rapidez, como roupa pós lavada.
Ele não seca.
Ele não seca.
Carta á minha mãe.
Mãe,
Sei que frequentemente - ou quase sempre - suas crias aparentam depreciar teu papel de mãe. Não é? Ou pelos menos é assim, que deves se sentir na maior parte do tempo. Mas quero que entendas: o crescimento pessoal é necessário, e para isto ocorrer, é necessário que lhes deixem quebrar a cara um pouco. Um pouco não, equivoquei-me: muito! Bastante. Deixar os rostos sangrarem, e os pequenos corações de crianças também. Mas isto não retira o fato do amor maternal como um todo. Como andam teus temores? Teus medos? Sei que você os tem até teu coração chegar na boca. Sei que você os tem até teu nó na garganta não conseguir mais desatar-se da água salgada presa nos teus olhos. Sua insegurança é tamanha, afinal, o que seria de você sem teus filhotes? Mas mãe, faria de quase tudo para deixar esta tua insegurança de lado e fazer você viver tudo que envolve ao agrado do seu âmago. Ouço falar - da boca de outras mães - que quando filhos crescem a vida para os mesmos é mais empolgante do outro lado do que o lado do lar. É, sei bem. Eles soltam-se de vocês, e vocês prendem-se ainda mais. O peso de ser mãe é duro. E é duro como pedra até ser mãe sem um filho! Mas, acalma a alma, mamãe. O mundo insiste em te derrubar. Mas nós, nunca. A rainha aqui é você.
Sei que frequentemente - ou quase sempre - suas crias aparentam depreciar teu papel de mãe. Não é? Ou pelos menos é assim, que deves se sentir na maior parte do tempo. Mas quero que entendas: o crescimento pessoal é necessário, e para isto ocorrer, é necessário que lhes deixem quebrar a cara um pouco. Um pouco não, equivoquei-me: muito! Bastante. Deixar os rostos sangrarem, e os pequenos corações de crianças também. Mas isto não retira o fato do amor maternal como um todo. Como andam teus temores? Teus medos? Sei que você os tem até teu coração chegar na boca. Sei que você os tem até teu nó na garganta não conseguir mais desatar-se da água salgada presa nos teus olhos. Sua insegurança é tamanha, afinal, o que seria de você sem teus filhotes? Mas mãe, faria de quase tudo para deixar esta tua insegurança de lado e fazer você viver tudo que envolve ao agrado do seu âmago. Ouço falar - da boca de outras mães - que quando filhos crescem a vida para os mesmos é mais empolgante do outro lado do que o lado do lar. É, sei bem. Eles soltam-se de vocês, e vocês prendem-se ainda mais. O peso de ser mãe é duro. E é duro como pedra até ser mãe sem um filho! Mas, acalma a alma, mamãe. O mundo insiste em te derrubar. Mas nós, nunca. A rainha aqui é você.
domingo, 19 de julho de 2015
Ensaio de um retrato distante.
Eu lembro bem. Aquela vez em que dormimos juntas, e a chuva que corria e se apressava a molhar o ópio enegrecido dos seus olhos no escuro do quarto em encontro com os meus. E nossas bocas faziam gestos recíprocos no mesmo instante. E na minha base de análise encarava o fato de como suas mãos se encaixavam tão bem com as minhas. Você encarou este fato também, e sorriu. "É profundo", você disse. E acordamos juntas no dia seguinte, dia em que a lua ingressou em peixes. Nos abraçamos ao perceber a nossa distância uma da outra durante o sono da noite, e parecíamos fadadas na mesma órbita. E neste efêmero infinitamente instante eu cogitei nas marteladas de bem-estar da minha cabeça que seríamos por muito tempo. Me enganei, parece.
Não estamos.
Não fomos.
Não somos.
Não estamos.
Não fomos.
Não somos.
sábado, 18 de julho de 2015
Tu ficaste inteira, e eu me tornei pó.
O que trouxe para mim, no começo, foi benigno. Trouxe bens, presentes. E não me refiro á matéria. Matéria capital. Trouxe bens únicos - inéditos aos olhos do meu coração chicoteado. Coração escravo e sujo. Presentes que, á visão da carne ardendo nasceu em glória, e que, quando revirei-me o olhar, estava já amarrada aos bens que trouxeste. Mas... Tua emoção acabou, dizia teus dedos no papel. A tua acabou e se passou ao meu desalento. Duplicou-se a minha, após a sua evaporar-se. Engraçado seria sim, se não fosse tão aguda, esta dor que não se cobre. E levou embora todos os presentes que já havia me dado, e esqueceu-se de um, um que evitava ser tocado. Este, que me dá enjoos matinais: a tristeza.
Púrpura existencial
Estaria eu, repetindo os mesmos erros dos quais condeno, tão crucialmente, tão bravamente? Será eu, a próxima vítima dos atentados que um dia, já me atentaram? E agora, tão breve; estarei vivendo e alucinando dando voltas em círculos. Nada nas relações humanas ou nos contatos carnais e verbais - de fato - se cria. Tudo, inevitavelmente, se repete. De bruços na cama não sinto a euforia pingente de viver. Não sinto. A sobrevivência, será puro comodismo, ou há de haver algo a mais em anos seguintes? Se há de haver, não o sinto. A intuição falece então, ao pairar isto em meus neurônios.
Como se descreve o óbvio?
Eu tirei a máscara. Tirei e a joguei no balde de lixo. O susto foi tamanho que afastaram-se - mentalmente - de mim, por tempos. Mas, o que assustava-os? Joguei as cartas na mesa e foi um sinônimo de solução; a pessoa que eu era se tornara desprezível. Se já não era desde o berço. Mas, o susto do alheio me cheirava á dúvida: desprezível não é um lado; um espaço; tétrico de mim. Não. Eu enxerguei, por fim. O desprezível é o ser humano. O lado autocentrado e ególatra. Então, oras, o porque do susto? O que persiste e ronda em minha cabeça é o receio. O receio dos outros - do resto - não enxergarem a si mesmos. Meu Deus, assustador, parece ser, assumir-se sozinha em frente ao mundo, infame e entorpecida.
Sozinha, então: retiro a máscara. Doa em mim. Doa, doa muito. Para renascer na breve encruzilhada da vida.
Sozinha, então: retiro a máscara. Doa em mim. Doa, doa muito. Para renascer na breve encruzilhada da vida.
quarta-feira, 15 de julho de 2015
Silêncio
No meu silêncio calado,
Silêncio de unhas roídas e ansiosas,
Silêncio de tristezas retidas,
Silêncio de gemidos abafados,
Silêncio de palavras ditas pelo olhar.
O silêncio estrila e chora, desesperado,
enquanto é estuprado pela própria alma,
querendo sair.
Silêncio gritado, silêncio, silêncio, silêncio:
É o berreiro interior.
Silêncio de unhas roídas e ansiosas,
Silêncio de tristezas retidas,
Silêncio de gemidos abafados,
Silêncio de palavras ditas pelo olhar.
O silêncio estrila e chora, desesperado,
enquanto é estuprado pela própria alma,
querendo sair.
Silêncio gritado, silêncio, silêncio, silêncio:
É o berreiro interior.
domingo, 5 de julho de 2015
Penumbra.
Porque eu preciso comer toda aquela máscara de dor que sobressai na textura da minha pele. Comer, mastigar, devorar, até sair sangue da superfície. Isso tem de haver algum significado. Um cigarro não se apaga em vão, tampouco um coração. Coração este que tenho vontade de arrancar, e esmaga-lo com toda a força que não tenho e nem nunca tive. E joga-lo janela á fora para cair em alguém propositalmente, até aonde aquele outro coração alegoricamente se conectar com meu, mesmo não existindo nem um pouco de sombreamento do antes visto, e do antes machucado. Eu simplesmente grudo no descompasso dos desencontros da minha vida com o suposto amor. Descompasso no papel que já foi manchado, borrado com borracha já suja de outros papéis. Velhos, feios e desgastados. Onde a borracha não dá mais jeito em obra.
Minha alma agora já fede a mofo, e minha cabeça trazem mais lembranças de um passado e um presente ruins que se confundem no tempo.
Afinal, esse gosto de derrota, arde ou adormece na minha língua?
Minha alma agora já fede a mofo, e minha cabeça trazem mais lembranças de um passado e um presente ruins que se confundem no tempo.
Afinal, esse gosto de derrota, arde ou adormece na minha língua?
sexta-feira, 3 de julho de 2015
Há se eu pudesse por mais uns segundos,
adiar o sofrimento monogâmico e ego-lírico da minha situação.
Adiar o afastamento de conexão que as pessoas tem,
por fios que foram desligados internamente,
em momentos do impulso momentâneo.
Há se esse adiamento adiantasse
Que existissem os afastamentos.
Há, se adiasse...
Há se esses impulsos não existissem.
Talvez o sofrimento não existisse também.
Talvez a a arte, a literatura não existissem também.
Acho que tudo acontece por uma causa.
adiar o sofrimento monogâmico e ego-lírico da minha situação.
Adiar o afastamento de conexão que as pessoas tem,
por fios que foram desligados internamente,
em momentos do impulso momentâneo.
Há se esse adiamento adiantasse
Que existissem os afastamentos.
Há, se adiasse...
Há se esses impulsos não existissem.
Talvez o sofrimento não existisse também.
Talvez a a arte, a literatura não existissem também.
Acho que tudo acontece por uma causa.
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