terça-feira, 24 de março de 2015
Falando de outra coisa
Preste bem atenção á aquelas pessoas que nunca tiveram atenção. Dê espaço, mais espaço do que o que você já teve e ainda tem pois se encontra em uma posição de privilegiado. E inconscientemente, opressor. (Ás vezes até consciente mesmo). Todas as mulheres, negros, gays, trans, pessoas de classe baixa, e no geral, a camada oprimida e sem voz na cidadania, sentem o peso de abaixarem a cabeça todos os dias. Em uma discussão social, nunca trate a opinião do oprimido como se ele estivesse no mesmo patamar e na mesma classe que você, privilegiado. É como se fosse mais uma tentativa incansável de abaixar a cabeça deles perante o mundo. Por isso, em um debate entre um opressor em um oprimido, é inadmissível que, o opressor venha com um papo de "se quer que eu te respeite, me respeite também", pois muitas vezes, o oprimido não vai respeitar, e será aceitável, com razão. A pele dele(a) já levou queimaduras demais, e agora ele(a) já não tem carvão para acender outro fogo em cima dele. Não mais. A abertura da consciência daquele que já foi pisado pela sua cultura e pela sociedade que o mesmo vive, repetidas vezes por dia, por ano, por vida, é a maior chave de libertação de um controle imposto desde o nascimento. Quando o oprimido toma consciência das causas de injustiça e desigualdade que enfrenta, a felicidade e a tristeza se guiam juntas e se tornam um sentimento só. Como, a luta vale á pena, para ser um cidadão livre.
sexta-feira, 13 de março de 2015
Nos acostumamos.
A gente se acostuma á coisas demais. Eu parei pra pensar nisso quando todo mundo reclamava que eu deixava sempre minha mãe de motorista quando ela me dava carona e não a acompanhava na frente. Eu sempre fui acostumada a ir no banco de trás do carro. Na época de colegial, meu irmão mais velho sempre sentava na frente, e como é reproduzido em todas as famílias, o mais novo sempre senta atrás. E fomos crescendo, e acabei me acostumando a ir sempre no banco de trás, e ele sempre no banco da frente. Nos mínimos detalhes, não enxergamos, mas é verídico. Nos acostumamos á coisas que não deveríamos nos acostumar. Nos acostumamos a ter sempre a sobra de comida, nos acostumamos a deixar os outros em primeiro lugar e nos deixarmos por último porque nos cansam de dizer que a humildade é algo que o ser humano deve estar sempre cativando. Nos acostumamos a só querer e não poder, nos acostumamos á levar sermão e ouvirmos calados. Nos acostumamos a ser submissos. É um costume que adoece.
quinta-feira, 12 de março de 2015
terça-feira, 3 de março de 2015
Boa noite, tristeza
Eu cansei de contar sobre minha tristeza para todos os cantos da vida. Para as poesias, para as pessoas... Para mim. É um hábito que com o tempo se torna banal e desgastante. Ninguém se interessa mais. (Se é que já se interessaram alguma vez). Pra quê contar toda semana para tal alguém que te magoaram? Ou que se sente sozinho como ninguém nunca se sentiu? É inútil contar com o ouvido das pessoas porque algumas informações, entram por um ouvido e saem pelo outro. Ninguém está interessado em saber sobre como eu me sinto. E também nunca me perguntam como eu me sinto sendo eu. Como eu me sinto em todas as situações possíveis. A conversa não existe. É só a vingança por trás daquele carinho superficial que recebo.
Guardar pra mim e sofrer sozinha talvez seja mesmo, a melhor opção.
Guardar pra mim e sofrer sozinha talvez seja mesmo, a melhor opção.
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