terça-feira, 24 de março de 2015

Falando de outra coisa

Preste bem atenção á aquelas pessoas que nunca tiveram atenção. Dê espaço, mais espaço do que o que você já teve e ainda tem pois se encontra em uma posição de privilegiado. E inconscientemente, opressor. (Ás vezes até consciente mesmo). Todas as mulheres, negros, gays, trans, pessoas de classe baixa, e no geral, a camada oprimida e sem voz na cidadania, sentem o peso de abaixarem a cabeça todos os dias. Em uma discussão social, nunca trate a opinião do oprimido como se ele estivesse no mesmo patamar e na mesma classe que você, privilegiado. É como se fosse mais uma tentativa incansável de abaixar a cabeça deles perante o mundo. Por isso, em um debate entre um opressor em um oprimido, é inadmissível que, o opressor venha com um papo de "se quer que eu te respeite, me respeite também", pois muitas vezes, o oprimido não vai respeitar, e será aceitável, com razão. A pele dele(a) já levou queimaduras demais, e agora ele(a) já não tem carvão para acender outro fogo em cima dele. Não mais. A abertura da consciência daquele que já foi pisado pela sua cultura e pela sociedade que o mesmo vive, repetidas vezes por dia, por ano, por vida, é a maior chave de libertação de um controle imposto desde o nascimento. Quando o oprimido toma consciência das causas de injustiça e desigualdade que enfrenta, a felicidade e a tristeza se guiam juntas e se tornam um sentimento só. Como, a luta vale á pena, para ser um cidadão livre.

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