Eu absorvo a linguagem própria em toda sua complexidade e dinâmica. Eu absorvo cada palavra - formal ou não-formal - como se sente um sentimento abstrato. Sem rótulo, sem aviso e sem prefácio. Elas são falhas; dão a impressão de algo que não lhe é nada parecido com o que se queria dizer. O ato de dizer ou escrever algo; usar das palavras como armas e escudos, não sai como o desejo angustiante de dizer. Não é. O ato nunca é tão mágico quanto o desejo. Mas existe este poder e fascínio pela criação que me desperta um gozo interrupto. A escrita - a linguagem - é criação; apesar de falha; ela é toda a criação.
Palavra é poder.
É poder ser tudo.