segunda-feira, 23 de fevereiro de 2015

A vida mental deveria parar. Só de vez em quando... Para eu parar um pouco de ser eu, e ser um nada, por alguns minutos.
Repousar a cabeça e só sentir. Sentir um ar leve.

sábado, 14 de fevereiro de 2015

Desabafo chato

O dia está amanhecendo e eu ainda não achei um jeito de lidar com minha insegurança. Passo o dia todo pensando demais em assuntos desnecessários, e acabo nunca chegando a uma conclusão. Acho que quem pensa demais tem disso. Sofre, sofre, sofre, e no fim, não acha solução pra nada. Eu já estou desistindo de tentar achar alguma solução pra esse desconforto aqui dentro. Estou cansada de ser tratada como última opção, ser vilipendiada e descartada, e tentar agir como se isso não me machucasse. Mas não quero demonstrar fraqueza. Então, o que faço? Eu não sei o que dói mais: o não falar, ou o falar e não receber o que eu esperava. Ah! Claro, outra coisa de quem pensa demais, idealiza, cria expectativa e depois quebra a cara. E quebra feio, pra deixar cicatriz pelo rosto todo. Ah, mas todo o motivo deu ser alguém tão triste e nunca conseguir me ver como uma pessoa feliz é isso.
Pensar demais.

quinta-feira, 12 de fevereiro de 2015

Todo mundo sempre diz: "Temos que dar tempo ao tempo" ou qualquer frase relacionada com esperar o tempo passar. E nesse tempo que esperamos, o que a gente faz? Enlouquecemos, tentamos novas formas de se matar, conseguimos sucesso, fazemos novas vidas? Acabaram de falar isso pra mim e eu realmente não sei o que fazer enquanto espero. Talvez enlouqueça.

segunda-feira, 9 de fevereiro de 2015

Confissão

Tem muita coisa que me torna incompleta. Que me incomoda, mas mantenho a alma calada por ser tolo demais.
Gírias me incomodam. Eu não sei, são expressões de influência que não significam nada quando são ditas. E eu preciso que as coisas façam sentido quando dialogadas. Elas também não expressam emoção nenhuma. Evitam. Gírias são a pior coisa do mundo.
O olhar olhado para mim me intimida. O olhar não olhado para mim me entristece. Se olharam provavelmente tiveram uma primeira impressão errada. Se não olharam é porque não me notaram, e se não me notam é porque eu não sou ninguém importante.
Eu remoo mágoa o tempo inteiro. Acho que por isso não consigo focar em projetos de vida, pois penso nos detalhes que passo as horas do dia remoendo.
Eu penso mais do que excessivamente nas minhas relações sociais. E isso no final do dia me deixa louca.

O esforço de ter alguém que se ama por perto é quase inexistente. Pois nossa geração vive em uma zona de conforto, e ninguém faz nada por ninguém.
Eu faria tudo por pouca gente, mas eu sei que, se fizer, vão me taxar de desestabilizada mental por eu não me adequar a esse padrão egoísta e egocêntrico da população. Eu não vivo em um conto de fadas. Por isso também não faço nada.

domingo, 8 de fevereiro de 2015

Ditado dolorido

Tem um ditado que sempre me dói e aperta o peito quando ouço ou o leio. "Quem não é visto não é lembrado". Eu queria muito que isso fosse uma mentira, que fosse apenas um ditado banal, que possa ser apenas questão de opinião. Mas não é. As pessoas acham que é mentira mas vamos encarar os fatos, todo mundo está ocupado demais para ir saber como está fulano em dias de depressão. Um amigo seu falta ao trabalho, ao colégio, á mesa de bar em um final de semana. Ninguém realmente quer saber o motivo do porquê ele ter faltado.
E esse ditado, quando o mencionam me faz ter uma vontade absurda de morrer.
Porque não é como se eu estivesse sempre lá.
Não é como se eu estivesse disponível todos os dias.
Eu não sou vista quando eu estou em dias de caos emocional. E acho que ninguém para pra pensar nessas coisas.
Então quer dizer, isso retira toda a importância que eu achava que eu tinha para as pessoas?
Ninguém é preso a ninguém.
Eu queria ser importante.

Paranoia

Aquele medo surreal e irracional, vindo de dentro sem motivo aparente, é o medo da não aceitação, do não entendimento dos outros. Quando você age diferente comigo por qualquer motivo, ou por qualquer besteirinha, nunca vou achar que o problema é seu. O problema é meu, e o transformo no maior do mundo, aquela tempestade em um copinho minúsculo de água mesmo que você está imaginando, que está mais vazio do que cheio. E no copo vazio, ninguém lembra que ele está cheio de ar também. E que tá cheio de possibilidade de tudo acontecer.
E então meu coração começa a bater muito rápido, o suor frio brota em minha pele, me arrepio sem mais nem menos, enlouqueço por dentro, onde loucura de dentro toma vida do lado de fora, virando indelicadeza e as sensações de desmaio tomam conta de mim de novo.
Teu sorriso diferente representa pra mim felicidade fingida. Tristeza. Raiva. Angústia. De mim por algum motivo. O problema é comigo. Sempre comigo e nunca com você. Esqueço que você tem problemas também, onde eles não se encaixam somente nas relações sociais, demasiadamente. Essa merda desses detalhes me fazem enxergar coisa onde não tem.

Minha cabeça é tão fodida que só consigo pensar em mim como o centro de todo o caos e problemas. 
A cura para isso: rivotril e bebedeira.  

Culpa da lua em virgem. 

Sofrimento

Não sei se o problema está em mim, ou nas pessoas. Não sei se está nas palavras ditas, ou nas não ditas. E essas dúvidas fodem com a minha cabeça. Hoje não consegui dormir chorando tanto por saber que as pessoas, principalmente aquelas que eu confio, na verdade não me conhecem. Não sabem quem eu sou. Me julgam como se ficasse tudo bem. Mas não fica. Nunca fica. As palavras ditas, eu guardo pra sempre. As palavras não ditas, magoam. Pois eu espero que sejam ditas. Mas nunca são. Mas a verdade é que ninguém se importa de verdade com o que eu sinto. E nunca ninguém se importou. Eu posso ter machucado as pessoas, mas nunca deixei de me importar com elas. 
Porque ninguém se importa comigo?
“Minha solidão nunca se encontrou com outra.
Meus passos são tortos e acabam voltando ao início.

Minha solidão nunca se encontrou com outra.
Não da mesma intensidade.
Aquela intensidade que te faz esfarelar, descansando ao chão como pó.

Minha solidão nunca se encontrou com outra.

É triste ser solitário sozinho.”

A quem culpar?

Como sempre, a solidão invocou em mim quando eu estava no ócio. Veio junto com a dor de pensar demais e de inventar rótulos para tudo que sinto.. Acho que preciso parar de pensar tanto, e focar em objetivos. Não há outra alternativa a não ser me matar se eu não mudar minha postura diante dos dias e as pedras que encontro no caminho. Eu vivo numa prisão que eu mesma construí dentro da minha cabeça. 
E não tem mais como sair. 
Eu vou ter que viver com isso pelo resto da vida. 
E parece que não existe mão amiga por aqui. Acho que nunca existiu na verdade. Eu gosto de me iludir com essas atitudes ingênuas e imaturas de achar que realmente o amor e a amizade prevalecem em momentos difíceis. Não. Não é nada disso. Eu levo uma queda quando estou sonhando, e dor e a vontade de suicídio volta toda outra vez. Só é um sentimento superficial que fica. 

Mais um dia daqueles

Hoje é mais um dia que minha tristeza se transforma em rotina. Não só tristeza, acho que decepção também. Minha dependência emocional para com os outros se torna um subjetivo sufocante e rancoroso. Não tem cura, creio eu. E o peito aperta, como se fosse explodir. Porque isso não está acontecendo agora, isso acontece sempre. A minha vontade é de dormir pra sempre. A de nunca mais voltar a fazer e concretizar nenhum sonho, que pela minha cabeça, já está sendo demolido há tempos que passaram. E nessas horas da noite, hora em que tenho que dormir para aguentar, no peso das costas, a dor de sobreviver á dias que sou obrigada a seguir, perco o amor, a alegria, a essência. E sobra essa solidão, que não sei bem se posso chamar de um tipo de “irmão” da tristeza. Dá vontade também de nunca mais correr atrás de ninguém, de manter-me presa a fertilidade da minha cabeça, evitando dar de cara a cara com o mundo. Mas não quero causar danos externos. Quero que sangre apenas a mim, e a mais ninguém. Que o sangue escorra até a alma, para eu sentir até os pelos se ouriçarem, de tanta dor que carrego em existência, e que ninguém entende.