domingo, 8 de fevereiro de 2015

Paranoia

Aquele medo surreal e irracional, vindo de dentro sem motivo aparente, é o medo da não aceitação, do não entendimento dos outros. Quando você age diferente comigo por qualquer motivo, ou por qualquer besteirinha, nunca vou achar que o problema é seu. O problema é meu, e o transformo no maior do mundo, aquela tempestade em um copinho minúsculo de água mesmo que você está imaginando, que está mais vazio do que cheio. E no copo vazio, ninguém lembra que ele está cheio de ar também. E que tá cheio de possibilidade de tudo acontecer.
E então meu coração começa a bater muito rápido, o suor frio brota em minha pele, me arrepio sem mais nem menos, enlouqueço por dentro, onde loucura de dentro toma vida do lado de fora, virando indelicadeza e as sensações de desmaio tomam conta de mim de novo.
Teu sorriso diferente representa pra mim felicidade fingida. Tristeza. Raiva. Angústia. De mim por algum motivo. O problema é comigo. Sempre comigo e nunca com você. Esqueço que você tem problemas também, onde eles não se encaixam somente nas relações sociais, demasiadamente. Essa merda desses detalhes me fazem enxergar coisa onde não tem.

Minha cabeça é tão fodida que só consigo pensar em mim como o centro de todo o caos e problemas. 
A cura para isso: rivotril e bebedeira.  

Culpa da lua em virgem. 

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