Porque eu preciso comer toda aquela máscara de dor que sobressai na textura da minha pele. Comer, mastigar, devorar, até sair sangue da superfície. Isso tem de haver algum significado. Um cigarro não se apaga em vão, tampouco um coração. Coração este que tenho vontade de arrancar, e esmaga-lo com toda a força que não tenho e nem nunca tive. E joga-lo janela á fora para cair em alguém propositalmente, até aonde aquele outro coração alegoricamente se conectar com meu, mesmo não existindo nem um pouco de sombreamento do antes visto, e do antes machucado. Eu simplesmente grudo no descompasso dos desencontros da minha vida com o suposto amor. Descompasso no papel que já foi manchado, borrado com borracha já suja de outros papéis. Velhos, feios e desgastados. Onde a borracha não dá mais jeito em obra.
Minha alma agora já fede a mofo, e minha cabeça trazem mais lembranças de um passado e um presente ruins que se confundem no tempo.
Afinal, esse gosto de derrota, arde ou adormece na minha língua?
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