terça-feira, 21 de julho de 2015

Umidade.

O peito doeu depois daquele segundo cigarro. Lembrou-se de como estava molhado há algumas semanas atrás e como os cigarros eram só um fumo por osmose. Alguém infiltrou-se em mim e o torceu com o maior esforço possível, e deixou-o úmido com um porte de desgaste.  Mas este coração não vai secar até alguém encostar e surgir uma vontade de cutuca-lo. Conhecer o que se é ainda mistério. Ele não vai secar até as mágoas e os rancores forem se misturando e serem esquecidos na ventania que passa na construção do prédio ao lado que não me deixa dormir. Este meu coração não seca em rapidez, como roupa pós lavada.

Ele não seca.

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