quinta-feira, 16 de abril de 2015

Frio

Meu paladar não saboreia mais os gostos exóticos que achava que saboreava. A soberba chegou á um estado que ficaste todo pobre, em que não existe nem mais a prática e eficiente de auto-estima. Minha pele se dilatou em um dia comum. Lágrimas desceram e rolaram até o peito. Amargurado e agora sem prazer usual. Minha ferida se tornou invisível. Transformou-se e nada mais tromba em meu caminho coberto de lama, onde sujando meu sapato em casa já chego também com a alma suja. O dia está ensolarado, mas aqui dentro faz frio. Faz frio e neva excessivamente.
O chão tinha uma mensagem escrita em giz, mas eu não consigo ler. Alegoricamente, a neve me cega.

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