Eu sou docemente apaixonada pela solidão. Mas não aquela fria, gélida e beirando ao fim de vida. Mas creio que todos os apaixonados por esta sensação depararam-se com o outro. O meio frio de que falo. Mas ela, em toda sua pureza, o que conseguimos fazer junto á ela, pura e limpa sem poeiras de fora, é de se invejar outros que por ora, a desprezam. Minha voz quando não sai está á pensar somente nela. Eu vejo introspecções vazias que nunca são levadas para passear. Donos malditos e mau-criados. A subjetividade destes vai apodrecendo dentro de si mesmos. Não ilumina assim. É para ser sentida, a famosa solidão apedrejada. Silenciam todo o ser que sente. Que sente muito. E estes, que somos nós, nos encontramos parados em frente ao mar. Com a luz da lua iluminando o choro imprevisto.
Silenciam o coração. Consequência de mãos que muito escrevem.
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